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“The Slaughtered Lamb”: curta experimental se inspira em “Um Lobisomem Americano em Londres”

The Slaughtered Lamb
Além de uma experiência com inteligência artificial aplicada ao audiovisual, The Slaughtered Lamb procura funcionar como uma declaração de apreço ao cinema de terror e à obra de John Landis
O artista gráfico pernambucano Alcides Burn apresenta The Slaughtered Lamb, curta-metragem experimental desenvolvido a partir de pesquisas sobre o uso da inteligência artificial na produção audiovisual. Concebido como um estudo sobre as possibilidades da tecnologia no cinema, o projeto também funciona como uma homenagem não oficial ao clássico Um Lobisomem Americano em Londres (1981), dirigido por John Landis.
A ideia para o filme surgiu em dezembro de 2025, a partir de uma proposta original de Burn. Posteriormente, o artista convidou o professor de cinema Marcos Buccini para colaborar no roteiro e no desenvolvimento narrativo. Robson Machado também participou do projeto, contribuindo com pesquisas relacionadas à linguagem inglesa utilizada na produção.
Ambientado em um universo medieval sombrio, The Slaughtered Lamb imagina acontecimentos que poderiam ter antecedido a história do filme de Landis. O curta revisita elementos da mitologia dos lobisomens e procura recuperar características do cinema de horror que marcaram a produção de 1981, incluindo sua atmosfera, o humor sombrio e os efeitos práticos associados à transformação do personagem em lobisomem.
O próprio título é uma referência direta ao pub The Slaughtered Lamb, um dos locais mais conhecidos de Um Lobisomem Americano em Londres. O filme de John Landis também teve importância particular na formação artística de Burn.
“The Slaughtered Lamb é uma homenagem não oficial a Um Lobisomem Americano em Londres, um filme que marcou minha formação como artista e continua inspirando gerações”, afirma Alcides Burn.
A produção foi realizada ao longo de vários meses, utilizando ferramentas de inteligência artificial para a criação e experimentação de imagens e vídeos. O processo envolveu centenas de gerações, além de sucessivos testes, correções, alterações e desenvolvimento de prompts.
Para Burn, entretanto, a experiência também serviu para refletir sobre os limites da própria tecnologia e sobre o papel do artista diante dessas novas ferramentas.
“Como artista, continuo acreditando que nenhuma tecnologia substitui repertório, sensibilidade, conhecimento e visão artística. Foram meses de pesquisa, testes, erros, acertos e centenas de gerações de imagens. Esse processo reforçou algo em que sempre acreditei: a tecnologia, por si só, não cria sensibilidade, visão artística ou narrativa. Ela depende de quem está por trás dela”, explica.
Nesse sentido, o curta não é apresentado apenas como uma demonstração das possibilidades técnicas da inteligência artificial, mas como um experimento sobre a relação entre ferramentas tecnológicas e criação artística. A seleção das imagens, a construção narrativa, as decisões estéticas e o direcionamento do projeto permaneceram subordinados à proposta dos realizadores.
A produção também estabelece uma relação direta com diferentes aspectos do clássico de 1981, em especial com a representação dos lobisomens e os efeitos desenvolvidos pelo maquiador e especialista em efeitos especiais Rick Baker, responsável por uma das transformações mais conhecidas da história do cinema de horror.
O projeto é independente, realizado por fãs e sem fins comerciais. Além de uma experiência com inteligência artificial aplicada ao audiovisual, The Slaughtered Lamb procura funcionar como uma declaração de apreço ao cinema de terror e à obra de John Landis.
Burn destaca ainda a colaboração dos profissionais envolvidos na realização. “Meu sincero agradecimento aos amigos Marcos Buccini, pela colaboração no roteiro, e Robson Machado, pela pesquisa sobre a linguagem inglesa da época. Este filme não seria o mesmo sem o talento e a parceria de vocês”, afirma.
The Slaughtered Lamb está disponível gratuitamente no YouTube, em versões com legendas em inglês e português.
Versão com legendas em inglês: YouTube
Versão com legendas em português: YouTube
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