Com “Contra a Família e os bons Costumes”, A Desalma apresenta um trabalho que vai além da música, posicionando-se como um manifesto sonoro
A banda Desalma retorna com um novo álbum que mescla grindcore, hardcore, metal e elementos experimentais para abordar as contradições e violências do capitalismo contemporâneo. O disco, intitulado “Contra a Família e os bons Costumes”, questiona ideologias que sustentam a ordem social, expondo alienação, moralismo e opressão mascarados como valores tradicionais e familiares.
As letras abordam questões como a idolatria de falsos princípios e o silenciamento de revoltas em nome de um suposto “bem comum”. Em faixas como “Pelos Caminhos do Inferno” e “Fundo do Poço”, a banda reflete sobre uma realidade onde o luxo e a insatisfação pertencem a poucos, enquanto decadência e desesperança são relegadas às periferias. A violência econômica e a expropriação da vida aparecem como mecanismos centrais do neoliberalismo global, com destaque para contextos onde exploração econômica se traduz em miséria, precarização e abandono.
Músicas como “A Máquina” e “Sabotagem” oferecem uma crítica ao impacto cotidiano do mercado livre, conectando essas reflexões à história recente do Brasil. A Desalma aborda como poder econômico e manipulação ideológica atuam juntos para perpetuar desigualdades. Já faixas como “33” e “Me Enterrem em um Túmulo Sem Nome” denunciam a seletividade da justiça e a naturalização da violência por meio das instituições e da mídia.
O título do disco provoca o conservadorismo ao criticar o moralismo usado para justificar repressões. Para a banda, esses valores são uma ferramenta de manutenção do poder, sobretudo em momentos de crise, quando vidas são sacrificadas em prol do lucro e de promessas ilusórias.
Com “Contra a Família e os bons Costumes”, A Desalma apresenta um trabalho que vai além da música, posicionando-se como um manifesto sonoro. O álbum ecoa as lutas das classes marginalizadas e convida à resistência contra o conformismo e as opressões impostas pelo sistema.
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