Música

Metal recifense: resistência palestina e discurso antifascismo estão em novo disco da Pandemmy

FAITHLESS é o quarto álbum banda recifense de metal Pandemmy. Com composições criadas majoritariamente durante o isolamento provocado pela pandemia da Covid-19, o disco reflete as emoções vivenciadas pelos integrantes – como ansiedade, solidão e revolta contra extremismos políticos. A formação atual da banda inclui Guilherme Silva (vocais e guitarra), Pedro Valença (guitarra) e Aquiles Albino (baixo). Segundo Valença, o álbum representa um momento de maturidade musical e lírica, explorando uma realidade distópica da sociedade ocidental.

A arte de capa, assinada por Juh Leidl, traz referências à Peste Negra e utiliza elementos visuais como relógios, bússolas e engrenagens para simbolizar o impacto da pandemia na percepção do tempo, no direcionamento pessoal e nas condições de trabalho. Esses símbolos reforçam a conexão temática com os desafios enfrentados nos últimos anos, alinhando a narrativa visual à mensagem crítica do álbum.

Liricamente, FAITHLESS inicialmente seria focado em temas abstratos e fictícios, mas os acontecimentos políticos e sociais recentes levaram a banda a explorar questões concretas. Temas como geopolítica, capitalismo e desigualdades são abordados de maneira direta. Faixas como Manifesto (Antifascista), primeira música da banda em português, e Every War Needs a God, sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia, destacam o posicionamento crítico do Pandemmy.

Ouça o disco na íntegra

Algumas músicas se afastam do realismo, como The Shadow e Blood Never Lies, que tratam de dicotomias morais. Outras abordam questões globais, como a resistência palestina em This Land Will Never Disappear e Orphaned Land Never Existed. A banda também revisita momentos do Brasil recente em Fatal Choice, refletindo sobre as consequências políticas e sociais do período entre 2016 e 2022.

Gravado no Demise Studio e finalizado no On Hold Studio sob a produção de Cristiano Costa, FAITHLESS busca equilibrar peso, clareza e contemporaneidade em suas composições. Com oito faixas que transitam entre death, thrash e heavy metal, o álbum é descrito como a obra mais completa da banda em seus 15 anos de atividade.

Pedro Valença comenta faixa a faixa

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