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Infâncias e ancestralidade ganham programação especial no Galpão Bela Maré em setembro

Foto: Anestesia Foto
O mês também destaca a exposição “Tudo começa pelo território”, o CineBela Celebrações e atividades de literatura, formação e educação
O Galpão Bela Maré, espaço cultural do Observatório de Favelas, anuncia sua programação de setembro que, tem como um de seus eixos as infâncias e as celebrações de Ibejis, Curumins e Erês. Ao longo do mês, o espaço reúne atividades gratuitas de artes visuais, cinema, literatura, oficinas e ações educativas, articulando diferentes linguagens e temas relacionados às favelas e periferias.
Um dos destaques da programação de setembro é a exposição Tudo começa pelo território, que reúne diferentes formas de representar as favelas e periferias a partir do olhar de quem vive, pesquisa e produz nos territórios populares. A mostra integra as comemorações dos 25 anos do Observatório de Favelas e é apresentada em parceria com o Imagens do Povo. O conjunto reúne trabalhos de artistas, fotógrafas, fotógrafos, pesquisadoras, pesquisadores e realizadores do audiovisual que, em diferentes momentos, passaram a constituir o acervo do projeto.
A exposição também recebe visitas mediadas às terças e quintas, às 14h, mediante agendamento. Durante a atividade, a equipe do programa educativo propõe um percurso de troca de narrativas, orientado pela perspectiva curatorial da mostra. As visitas podem ser individuais ou em grupo.
A programação de artes visuais também se conecta à sétima edição da residência artística ELÃ, iniciativa do Observatório de Favelas em parceria com a Produtora Automatica, realizada pela primeira vez no Ceará em 2026. A exposição Confluências, resultado da residência, reúne trabalhos de 13 artistas e segue em cartaz até 4 de outubro no Museu de Arte Contemporânea do Ceará, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza.
No campo da literatura, o Espaço de Leitura recebe Cristiane de Souza no dia 1º de setembro. Autora de Morro das Almas, a escritora participa de um encontro com o público a partir das temáticas presentes na obra, que acompanha a trajetória de Janaína em uma comunidade do Rio de Janeiro. A atividade propõe uma reflexão sobre memórias, identidades e projeções de futuros construídas a partir de vivências individuais e coletivas em favelas e periferias.
As ações de formação também integram a programação do mês. No dia 10, a oficina Rouanet nas Favelas promove um encontro sobre o mecanismo de incentivo à cultura. Já o Sinalário do Bela apresenta mensalmente termos da Língua Brasileira de Sinais relacionados às práticas culturais e artísticas contemporâneas que dialogam com favelas e periferias. No dia 28, o conteúdo online será dedicado ao termo “criatividade”.
O cinema também ganha espaço na programação voltada às infâncias. No dia 23 de setembro, o CineBela realiza, em parceria com o CineSesc, uma sessão de Zarafa, dirigido por Rémi Bezançon e Jean-Christophe Lie. Voltado ao público infantojuvenil e a seus familiares, o filme acompanha a jornada de Maiki e Zarafa em uma travessia do Sudão até Paris. Depois da exibição, a equipe realiza uma roda de conversa sobre a importância da contação de histórias na infância.
Ibejis, Curumins e Erês: infâncias e ancestralidade atravessam a programação de setembro
As infâncias atravessam a programação de setembro do Galpão Bela Maré em atividades que abordam ancestralidade, memória e celebração. No dia 26, o Onipé Ibeji reúne, a partir das 13h, chegança, distribuição de caruru e cachorro-quente, atividades do CineBela, jogos e brincadeiras, karaokê, celebração dos Ibejis e show de Preta Queen B Rull. A programação reverencia os Ibejis como Orixás Crianças e suas tradições de celebração nos meses de setembro e outubro.
A oficina Recordar o Eu, realizada em 8 de setembro, aproxima infância, memória e criação a partir da força dos Ibejis e das memórias afetivas. A atividade propõe uma roda de conversa sobre as narrativas pessoais dos participantes e, a partir dessas lembranças, convida o público a criar máscaras com papelão, tintas, papéis coloridos e tecidos. A oficina também inclui uma ativação corporal com exercícios de caminhada, respiração e expressão.
O Espaço de Leitura Indica realiza, em 14 de setembro, uma edição online dedicada às tradições afro-brasileiras e indígenas ligadas às celebrações de crianças, erês e curumins. A atividade apresenta os livros Awani, de Carolina Cunha, e O Presente de Jaxy Jaterê, de Olívio Jekupe, publicações que partem de tradições orais e trazem referências das culturas yorubá e guarani, abordando a transmissão de saberes, a ancestralidade e a preservação de tradições.
Já o CineBela Celebrações promove, em 17 de setembro, a sessão Celebrando os Ibejis, Curumins e Erês, com os curtas-metragens Ibejis, de Kallyane Nery, e Ibeji Ibeji, de Victor Rodrigues. As produções abordam diferentes dimensões das tradições relacionadas aos Ibejis e às infâncias. Depois da sessão, haverá uma conversa com Pâmela Carvalho, pesquisadora e ativista que discute cultura, relações raciais e educação a partir das favelas.
A programação dedicada às infâncias segue no Espaço de Leitura Contação, no dia 24 de setembro, com O Caderno de Rimas do João, de Lázaro Ramos. A publicação acompanha João, um menino negro que utiliza a poesia para registrar experiências, pensamentos e descobertas. A atividade aborda infância, imaginação, expressão, ancestralidade e representatividade da cultura e das identidades negras.
O Galpão Bela Maré é apresentado pelo Ministério da Cultura e pelo Observatório de Favelas, com patrocínio de Vale, Itaú Unibanco e White Martins, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura; apoio institucional do Itaú Cultural e do Instituto JCA; e parceria da Automática e da TradInterLab. A realização é do Observatório de Favelas, do Ministério da Cultura e do Governo Federal.
Serviço | Galpão Bela Maré – Programação de setembro
Endereço: Rua Bitencourt Sampaio – Maré, Rio de Janeiro – RJ, 21044-075
Funcionamento: terça a sábado, das 10h às 18h
Todas as atividades são gratuitas, contam com tradução em Libras e são realizadas em espaço físico é acessível
Exposição “Tudo começa pelo território”
Data: 22/08 a 26/09
Horário: 10h às 18h
Local: Galpão Bela Maré
Classificação: livre
Visitas mediadas | “Tudo começa pelo território”
Data: terças e quintas
Horário: 14h
Local: Galpão Bela Maré
Agendamento: educativo.belamare@
Classificação: livre
Espaço de Leitura Convida | Cristiane de Souza
Data: 01/09
Horário: 16h
Local: Galpão Bela Maré
Classificação: livre
Oficina “Recordar o Eu”
Data: 08/09
Horário: 16h
Local: Galpão Bela Maré
Classificação: livre
Oficina “Rouanet nas Favelas”
Data: 10/09
Horário: 16h
Local: Galpão Bela Maré
Classificação: livre
Espaço de Leitura Indica | “Awani” e “O Presente de Jaxy Jaterê”
Data: 14/09
Local: Online
Classificação: livre
CineBela Celebrações | “Celebrando os Ibejis, Curumins e Erês”
Data: 17/09
Horário: 16h
Local: Galpão Bela Maré
Classificação: 14 anos
Filmes: Ibejis, de Kallyane Nery; Ibeji Ibeji, de Victor Rodrigues
CineBela com CineSesc | “Zarafa”
Data: 23/09
Horário: 14h
Local: Galpão Bela Maré
Direção: Rémi Bezançon e Jean-Christophe Lie
Classificação: 10 anos
Espaço de Leitura Contação | “O Caderno de Rimas do João”
Data: 24/09
Horário: 11h
Local: Galpão Bela Maré
Classificação: livre
Onipé Ibeji
Data: 26/09
Horário: a partir das 13h
Local: Galpão Bela Maré
13h: Chegança + distribuição de caruru e cachorro-quente
14h: Canzuá Imersivo | CineBela
14h: Canzuá Brincante | Jogos e Brincadeiras
14h: Canzuá Festivo | Karaokê
15h30: Canzuá Festivo | Ibejis
16h10: Canzuá Festivo | Show de Preta Queen B Rull
17h: Encerramento
Classificação: livre
Sinalário do Bela | “Criatividade”
Data: 28/09
Local: Online
Classificação: livre
Exposição “Confluências” | ELÃ Ceará
Data: 18/07 a 04/10
Horário: quarta a sábado, das 9h às 19h; domingos e feriados, das 10h às 20h
Local: Museu de Arte Contemporânea do Ceará – Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura
Endereço: Rua Dragão do Mar, 81, Praia de Iracema, Fortaleza, CE
Classificação: 18 anos
Sobre o Galpão Bela Maré
O Galpão Bela Maré, projeto do Observatório de Favelas realizado em parceria com a Automática, é um espaço voltado à difusão, produção, mobilização, formação e fruição das artes e das expressões culturais através de suas mais variadas manifestações, visando, sobretudo, articular a produção artística periférica com o circuito da arte contemporânea no Rio de Janeiro. Inaugurado em 2011, consolidou-se como um espaço de referência na cidade para o debate do papel político da arte, especialmente no contexto das periferias.
Sobre o Observatório de Favelas
O Observatório de Favelas, criado em 2001, é uma organização da sociedade civil sediada no Conjunto de Favelas da Maré, com atuação nacional. A organização busca promover o direito à cidade e incidir sobre políticas públicas, valorizando as favelas e periferias como territórios de potência e direitos.
