ABMIN nasce para fortalecer músicos independentes e ampliar acesso a oportunidades

 ABMIN nasce para fortalecer músicos independentes e ampliar acesso a oportunidades

Instagram/Clemente Tadeu Nascimento

O presidente ressalta que o fortalecimento da ABMIN depende da participação dos próprios músicos

A organização dos músicos independentes brasileiros ganhou um novo aliado com a criação da Associação Brasileira de Músicos Independentes (ABMIN). Presidida por Clemente Nascimento — músico conhecido por integrar as bandas Inocentes e Plebe Rude —, a entidade foi criada para mapear, organizar e fortalecer o segmento, funcionando como uma ponte entre artistas e oportunidades oferecidas pelos setores público e privado.

Segundo Clemente, a iniciativa surgiu da percepção de que muitos músicos permaneciam à margem de políticas públicas e de projetos por falta de representação institucional. “A ideia surgiu em conversas com amigos que trabalhavam em órgãos estatais. Percebemos como circulavam verbas públicas e projetos aos quais não tínhamos acesso justamente porque não éramos organizados nesse sentido. Aí resolvemos nos organizar”, conta, em tom bem-humorado.

Mais do que representar a categoria, a ABMIN pretende facilitar o acesso dos artistas a editais, programas de formação e parcerias. “A função da associação é ser um intermediário, um facilitador entre o poder público, a iniciativa privada e os músicos independentes. Não promovemos artistas; mostramos onde existem oportunidades e ajudamos a aproximar essas pontas”, explica o presidente.

Para isso, a associação vem buscando compreender o funcionamento das políticas públicas e estabelecer parcerias capazes de oferecer ferramentas concretas aos músicos. Um dos primeiros resultados foi firmado poucas semanas após a fundação da entidade, por meio de um convênio com o Ministério do Trabalho e Emprego.

“Conseguimos vagas gratuitas em cursos de educação a distância do Senac e do Senai. Um deles é de Gestão e Produção Cultural, porque muitos artistas encontram dificuldades na elaboração de projetos, na gestão e na prestação de contas. Isso acaba emperrando o acesso aos recursos disponíveis”, afirma Clemente.

Embora ainda esteja em fase inicial, a associação também pretende ampliar sua participação na formulação de políticas culturais. O dirigente reconhece que a estrutura ainda é reduzida, mas considera animadora a receptividade da comunidade artística.

“A gente está chegando agora. Temos pouca gente trabalhando, não temos verba e estamos aprendendo na prática. Mas há muita gente querendo participar, e isso é muito importante. Nosso primeiro convênio foi assinado quando a associação ainda nem tinha um mês de existência. Estamos construindo esse caminho passo a passo.”

O presidente ressalta que o fortalecimento da ABMIN depende da participação dos próprios músicos. “Existe muita expectativa em torno da associação, mas este é um projeto coletivo. Não é apenas a diretoria que vai fazer acontecer. Todos precisam participar para que possamos construir algo realmente significativo para a música independente.”

Os interessados em integrar a entidade podem se associar diretamente pelo site oficial da ABMIN.

Site: https://abmin.org/

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