“Neurocoisas”: por que o prefixo “neuro” não converte qualquer ideia em ciência
Ep reúne artistas da Bahia e mais: Alfredo Dias Gomes, Cidadão Instigado e Animal Invisível
- Música
- 10 de março de 2026

Fernando Catatau, do Cidadão Instigado. Foto: Juno B
Dez anos após o disco Fortaleza, o Cidadão Instigado retorna em 2026 sob a liderança de Fernando Catatau, celebrando também 30 anos de trajetória do projeto. Criado a partir das experiências do artista durante o isolamento da pandemia, o novo álbum nasce da experimentação com beats e música eletrônica a partir de uma Roland MV-8800, combinando timbres digitais, atmosfera urbana e referências à vida noturna das metrópoles brasileiras com elementos da natureza.
Com lançamento marcado para 25 de março pelo selo RISCO em parceria com a Nublu Records, o trabalho apresenta um Cidadão Instigado que dialoga com sua própria história enquanto aponta para novas sonoridades. Entre as faixas, “Consciência” sintetiza esse momento ao unir reflexão e pulsação dançante, com narrativa cotidiana e arranjo que mistura eletrônica sutil e guitarras discretas.
O retorno do projeto também chega aos palcos, com Catatau acompanhado por Dustan Gallas, Clayton Martin, Rubi Assunção e Samuel Fraga, em shows que reúnem as 13 músicas do novo álbum e canções do início da trajetória da banda.
“Que Delícia É Viver” é o terceiro single e faixa de abertura do álbum de estreia do Animal Invisível, projeto do músico e produtor gaúcho Guri Assis Brasil, lançado pelo selo nova-iorquino NuBlu Records. Com participação de Antônio Neves e Rodrigo Campos, a canção reúne elementos do samba carioca, do samba paulistano e da música instrumental contemporânea, resultando em uma sonoridade dançante e luminosa.
Gravada com diversos músicos — incluindo bateria no estúdio de Big Rabello, instrumentos no estúdio caseiro de Guri e um quarteto de cordas registrado em Campinas —, a faixa destaca o uso de cavaquinho e repique de mão, instrumentos que não aparecem no restante do disco. Pensada como abre-alas do álbum, a música surge como um contraponto ao clima de incerteza da pandemia, afirmando leveza, celebração e esperança, enquanto evoca o espírito de encontros entre amigos e rodas de samba, antecipando o clima do disco homônimo que será lançado em abril.
Alfredo Dias Gomes resgata o jazz fusion de alta performance em novo álbum “AO VIVO”
O baterista e compositor Alfredo Dias Gomes lança o álbum “AO VIVO”, registro de um show realizado em abril de 2025 em um cinema de Copacabana, durante o evento de estreia de seu filme de animação A Escritora, indicado como Melhor Filme de Inteligência Artificial no World Film Festival, em Cannes, e premiado no Swedish Film Festival.
O disco, que chega às plataformas em 6 de março, apresenta o músico em quinteto com Widor Santiago, Yuval Ben Lior, Berval Moraes e Renan Francioni, interpretando clássicos do jazz fusion como “Some Skunk Funk”, “Red Baron”, “A Remark You Made”, “Funky Waltz”, “Shoreline” e “Quadrant 4”. Com trajetória que inclui colaborações com nomes como Hermeto Pascoal e Ivan Lins, além de participação na formação original do Heróis da Resistência, Alfredo reúne no novo trabalho sua experiência na música instrumental e sua recente atuação no audiovisual, reafirmando sua atuação no jazz contemporâneo.
Link álbum:
https://alfredodiasgomes.hearnow.com/ao-vivo
Cabaça Sonora 2: projeto ecoa música negra e indígena da Bahia
O EP Cabaça Sonora 2 reúne cinco artistas do Centro Antigo de Salvador — Ejigbo Oni, Iná Tupinambá, Jade Lu, Paulinho do Reco e Victor Badaró — em um trabalho coletivo que destaca a produção musical do território com influências de samba, reggae, arrocha e outras rítmicas populares brasileiras. Com produção musical e curadoria artística de Felipe Guedes, o projeto apresenta seis faixas autorais, incluindo uma canção coletiva criada durante as ações formativas da iniciativa e uma música inédita de cada artista, refletindo suas vivências e relações com a cidade.
Vinculado ao selo Cabaça Sonora e à Coliga Produções, o EP busca fortalecer o protagonismo negro e indígena na música, estimular carreiras emergentes e contribuir para a memória da música negra e indígena, além de enfrentar desigualdades étnico-raciais no setor. A mixagem e masterização são de Jordi Amorim, com gravação de vozes por Richard Meyer, e cada faixa conta também com um audiovisual dirigido por Tamires Allmeida.
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