Cordel do Fogo Encantado lança clipe e single de “Palavras para Colorir o Céu”

Cordel do Fogo Encantado. Foto: José de Holanda @josedeholanda_
Depois de voltar a tingir palcos e estradas do Brasil com o colorido raro e caro de suas palavras, poéticas e sonoridades, a banda pernambucana Cordel do Fogo Encantado anuncia mais uma novidade para seus antigos e novos públicos. Retomando seu lugar de honra nas prateleiras das mais aguardadas novidades da indústria fonográfica brasileira, o Cordel apresenta o single “Palavras para Colorir o Céu”, já disponível nas plataformas de streaming.
Composta por José Paes de Lira, Clayton Barros e Emerson Calado e gravada por Nego Henrique e Rafa Almeida (percussão e coro), Emerson Calado (percussão), Clayton Barros (voz e violões), José Paes de Lira (voz) e Katu Hai (sintetizador), com participação especial de Maria Flor (voz), a música consagra a retomada da banda, que voltou a subir nos palcos do país no último mês de setembro, quando participou do Mimo Festival, apresentando-se nas cidades de Olinda e São Paulo, após alguns anos de estiagem musical e poética.
“Terminamos essa canção com a ajuda do público, nestes últimos shows que fizemos, desde a retomada, que, inclusive, levaram o nome da música. Ela marca nosso retorno ao diálogo e à relação próxima e calorosa com o público, que é vital para o processo de criação da banda. A gente só sabe compor assim, a partir desse encontro e no processo do espetáculo”, conta Lirinha, que vem se despedindo aos poucos dos diminutivos da estreia para assumir a nova alcunha de Lira, na qual se acomodam com a devida folga os novos caminhos artísticos do poeta e músico inquieto e incansável.
Ainda sobre a retomada e seus encontros investidos de grande importância, Lira celebra a participação de Maria Flor nestas apresentações e na nova composição, que já é resultado e fruto deste retorno aos palcos. “Sempre sentimos necessidade de assegurar vozes femininas ao Cordel. É importante no sentido harmônico, para a interpretação das músicas. Dividir os microfones da retomada com Maria Flor foi um ótimo presságio.” Para Lira, a artista oferece ao Cordel uma experimentação do contemporâneo, de outras gerações e expressões cênicas da voz e do corpo.
Com 3 minutos e 24 segundos de duração, a faixa, a primeira lançada pelo Cordel desde 2017, quando a banda lançou “Viagem ao Coração do Sol”, seu quarto álbum autoral, combina a levada marcada pelas pronunciadas percussões e cordas com a delicadeza mordaz, aguda e agora também colorida da poesia do Cordel, que asseguram sotaque e identidade à banda. “Já estamos na produção das próximas faixas do quinto álbum”, avisa Lira.
Sobre o Cordel – Ninguém esquece, mas não custa lembrar: a trajetória da banda Cordel do Fogo Encantado começou na cidade de Arcoverde, em Pernambuco, no ano de 1997. Dois anos depois, o grupo marcava sua estreia no carnaval de Recife, como uma das atrações do Festival Rec-Beat, um dos maiores eventos do circuito musical independente. Com um show cênico, herança do teatro, fonte da origem do grupo, o Cordel do Fogo Encantado tornou-se rapidamente uma das grandes revelações da música brasileira.
Desde a formação, a banda é composta pela voz e poesia de José Paes Lira Paes, que depõem sobre o Nordeste inteiro, suas sonoridades e memórias, a força do violão brasileiro e percussivo de Clayton Barros, combinada com os efeitos eletrônicos referência dos povos originários e do rock de Emerson Calado e o mergulho dos ritmos afro-brasileiros dos ogãs Rafa Almeida e Nego Henrique.
Com produção de Naná Vasconcelos, o Cordel do Fogo Encantado gravou em 2001 seu primeiro CD. Um ano depois, eles voltaram ao estúdio para o registro do segundo álbum, “O Palhaço do Circo sem Futuro”, produzido pela própria banda, com a participação afetiva e efetiva de Buguinha Dub e Ricardo Bolognini (Bolo).
Em outubro de 2005 o Cordel lançou o DVD “MTV Apresenta Cordel do Fogo Encantado”, primeiro registro audiovisual do grupo. “Transfiguração”, terceiro álbum, foi lançado em setembro de 2006, com produção de Carlos Eduardo Miranda e Gustavo Lenza e mixagem de Scotty Hard. O disco mostrou um Cordel do Fogo Encantado mais amadurecido musicalmente e posicionado como um dos grupos mais representativos da cena independente do Brasil.
Após hiato de 12 anos, veio “Viagem ao Coração do Sol”, quarto álbum autoral da banda, independente e com músicas inéditas. Produzido por Fernando Catatau, foi lançado em 2018, na primeira retomada do Cordel, que delimitava a liberdade como território político, poético, musical e inegociável do grupo.
Entre os prêmios já conquistados pelo grupo, estão: o de banda-revelação pela APCA (2001), melhor grupo pelo BR-Rival (2002), prêmio Caras (2002), prêmio TIM (2003), Qualidade Brasil (2003) e o bicampeonato do Prêmio Hangar (2002 e 2003) e novamente pela APCA (2006), de melhor compositor, para José Paes de Lira, que agora recomeça a reescrever a história do Cordel com novas tintas, de todas as cores.
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