Erika Takimoto: “O ser humano não busca a verdade, busca conforto” [OUÇA]
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No livro “Como dialogar com um negacionista”, a autora não apenas defende que esse diálogo é possível como mostra que todos nós temos nossos próprios negacionismos inconscientes
Por AD Luna
@adluna1
Na contramão da velocidade com que os saberes científicos se multiplicam, o mundo segue mergulhado em uma névoa densa de negacionismos. Redes sociais fervilham com dúvidas fabricadas, certezas frágeis e líderes carismáticos que falam alto — e, muitas vezes, falam errado. Conversar com quem nega a ciência virou, para muitos, missão impossível. Ou uma perda de tempo. Mas não para Elika Takimoto, autora do livro “Como dialogar com um negacionista“ (LF Editorial).
Professora de física, escritora, divulgadora científica e, atualmente, deputada estadual pelo PT do Rio de Janeiro, Elika encara de frente essa crise de confiança nos saberes. Em seu livro, ela lança uma hipótese incômoda: talvez todos nós sejamos, em algum nível, negacionistas. Não por ignorância, mas por escolha — ou, como ela diz, por busca de conforto.
Esta entrevista foi originalmente dividida em duas partes e veiculada pelo InterD em agosto e julho de 2021, no site, no programa de rádio e nas plataformas digitais.
OUÇA
“Como dialogar com um negacionista”, com Elika Takimoto
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ACESSE TAMBÉM
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