Roguan estreia na música com álbum homônimo centrado na viola caipira e narrativa em três atos

 Roguan estreia na música com álbum homônimo centrado na viola caipira e narrativa em três atos

Foto: Edu Reis

Ouça aqui: https://open.spotify.com/intl-pt/album/1M6vNKLGs9oHfss7Fo5u86?si=_xOLqIJ2QoOCW2goVtPurw

 

Após duas décadas dedicadas ao cinema, poesia e teatro, Roguan – que foi um dos sócios da Associação Cultural Cecília – estreia oficialmente na música com seu álbum homônimo, que traduz uma busca pessoal por identidade sonora. Conhecido por filmes exibidos em festivais na Itália e na Alemanha e por projetos como Ensaio de um Documentário, o artista assume agora a canção como território principal. “Essa estreia significa assumir quem eu sou depois de muitos anos explorando diversas linguagens”, afirma.

Gravado entre dezembro de 2023 e março de 2024 no Estúdio Mandril, com produção musical de Rodrigo Ramos, artística e executiva de Mayra Faour Auad, o disco reúne 14 faixas distribuídas em três atos – conflito, conexão e expansão – cada um introduzido por uma peça instrumental com poesia falada. As composições foram selecionadas a partir de cerca de 80 músicas escritas ao longo de dez anos, com o objetivo de construir uma narrativa de travessia.

A viola caipira conduz a estética do álbum, dialogando com violão de sete cordas, guitarra, gaita, percussões e efeitos psicodélicos. Roguan toca todos os instrumentos, com dobras pontuais de Ramos, privilegiando performances orgânicas e sem metrônomo. A evolução tímbrica acompanha a jornada emocional das faixas, que vão do questionamento à aceitação.

A capa, criada a partir de um autorretrato com rastros de luz, reforça o caráter introspectivo do trabalho. O lançamento inclui ainda um projeto audiovisual composto por sete filmes reunidos em uma peça de 16 minutos, dirigida pelo artista em parceria com a produtora Mymama. O narrador presente no disco também aparece nos filmes, costurando os três atos.

Aos 42 anos, Roguan vê o álbum como um marco de maturidade e síntese de sua trajetória nas artes. Sem se prender a um público específico, acredita que o trabalho dialoga com ouvintes de música brasileira, rock e blues. “Já compararam meu som a Paêbirú, de Zé Ramalho e Lula Côrtes, e também a uma mistura de Almir Sater com Rodrigo Amarante – ainda estou descobrindo o que é”, afirma.

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