Música

Rec-Beat completa 30 anos e divulga programação da edição comemorativa

Festival reúne artistas do Brasil, da América Latina e da África entre 14 e 17 de fevereiro, no Recife

O Rec-Beat divulgou a programação completa de sua edição de 30 anos. O festival acontece de 14 a 17 de fevereiro, no Cais da Alfândega, no Recife, com acesso gratuito. Criado em 1996, o evento chega à marca de três décadas mantendo o foco na circulação de artistas e no intercâmbio entre cenas musicais do Brasil, da América Latina e da África.

A programação reúne nomes como NandaTsunami, AjulliACosta e Jadsa, ao lado de artistas com trajetória consolidada, entre eles Djonga, Johnny Hooker e Carlos do Complexo. Entre as atrações internacionais estão o senegalês Momi Maiga Quartet e o grupo colombiano Ghetto Kumbé. A seleção mantém a linha histórica do festival, voltada à diversidade de linguagens e propostas sonoras. O Rec-Beat recebe, em média, mais de 60 mil pessoas por edição.

De acordo com o idealizador e curador Antonio “Gutie” Gutierrez, o festival chega aos 30 anos preservando seus objetivos originais, como a formação de público e a criação de espaços de circulação entre diferentes cenas musicais. Nesta edição, uma das novidades é o lançamento do Moritz, novo projeto associado ao festival.

Moritz estreia como espaço dedicado à música eletrônica
O Moritz é uma plataforma voltada exclusivamente à música eletrônica e estreia dentro da programação do Rec-Beat no sábado (14), primeiro dia do festival. A proposta é funcionar como um projeto autônomo, com possibilidade de edições próprias no futuro. A curadoria desta estreia é assinada por Paulete Lindacelva. Além dela, participam Carlos do Complexo, a colombiana Piolinda Marcela, Sphynx, Lofihouseboy e Davs.

Artistas da África e da América Latina
A programação de 30 anos mantém a atenção do festival à produção musical africana e latino-americana. Entre os destaques está o Momi Maiga Quartet, do Senegal, que trabalha a kora em diálogo com jazz, flamenco e outras tradições musicais. O ugandense Faizal Mostrixx também integra a programação, com um trabalho que combina gravações de campo, ritmos do Leste Africano e música eletrônica.

Outro nome é a DJ e produtora Kikelomo, nigeriana-britânica radicada na Alemanha, que se apresenta com apoio do Consulado Geral da Alemanha no Recife. Da Colômbia, o trio Ghetto Kumbé leva ao palco sua combinação de percussões afro-colombianas e música eletrônica, com apoio da Funarte, por meio do Programa Ibermúsicas.

A presença africana e latino-americana dialoga com a cena afro-brasileira, representada pelo Afoxé Oxum Pandá, que comemora 30 anos com o espetáculo Africaniei, voltado à ancestralidade, à memória e à música negra contemporânea.

Programação brasileira
A curadoria nacional inclui artistas em diferentes momentos de carreira, com destaque para lançamentos recentes. NandaTsunami apresenta o repertório do álbum É disso que eu me alimento. Zé Ibarra leva ao palco seu segundo disco solo, que transita entre MPB, jazz, rock e pop.

Jadsa apresenta canções de big buraco (2025), indicado ao Latin Grammy, enquanto Johnny Hooker retorna ao festival com a estreia nacional da turnê Viver e Morrer de Amor na América Latina, baseada em seu quarto álbum de estúdio.

Também participam Josyara, com o show do álbum Avia (2025), Chico Chico, AjulliACosta, Felipe Cordeiro e Layse, em um encontro de referências que passam pela música amazônica, pelo brega e por sonoridades latino-caribenhas.

Djonga apresenta o show do álbum Quanto Mais Eu Como, Mais Fome Eu Sinto!. O coletivo Barbarize integra a programação com o espetáculo Manifexxta, que articula referências do manguebeat com afrobeat, funk, trap e pop, em uma proposta voltada à experimentação e à crítica social.

DJs

O lineup de DJs, responsável pela abertura e pelos intervalos entre os shows, reúne diferentes estilos e propostas sonoras. Pelo segundo ano consecutivo, o festival destaca a cena eletrônica local com uma escalação inteiramente pernambucana, que tem como co-curador Kai, DJ e pesquisador musical.

Zoe Beats, de Camaragibe, apresenta um set baseado em grime, garage e jungle, em diálogo com referências locais, como o manguebeat. Afrobitch trabalha diferentes vertentes do house em combinação com dembow, dancehall e funk, a partir de uma perspectiva negra e afrodiaspórica. Bobi transita entre disco e house, incorporando ritmos afrolatinos e samples que vão do piseiro ao funk.

Acessibilidade

O Rec-Beat oferece estrutura adaptada para pessoas com deficiência, com foco em conforto e segurança. Em parceria com a ONG Vale PcD, o festival abriu a Lista PcD para mapear necessidades específicas e ampliar as condições de acesso e permanência do público. As inscrições estão abertas até 12 de fevereiro, por meio do link https://l1nk.dev/Vpu3m, também disponível no site do evento.

Entre as medidas adotadas estão área acessível sinalizada e com piso elevado próxima ao palco, tradução dos shows em Libras, piso regular e rampas desde a entrada até a área reservada, banheiro acessível, distribuição de protetores auriculares e equipe treinada para atendimento inclusivo.

Lojinha

Durante o festival, o Rec-Beat contará com uma loja oficial com produtos exclusivos inspirados na identidade visual da edição de 30 anos. Estarão disponíveis camisetas, copos, pareôs, canecas, bottons, ecobags, pochetes e bonés. Os itens podem ser adquiridos antecipadamente nos pontos parceiros Crabolando e Feira na Laje.

Nos dias do evento, a loja funcionará em uma tenda montada atrás da Housemix. Serão aceitos pagamentos em dinheiro, Pix e cartões de crédito e débito. A arte dos produtos é assinada por Caramurú Baumgartner e Tâmara Habka, com design de Gabriela Araújo e Eduardo Souza.

O Festival Rec-Beat 2026 tem patrocínio da Fundação de Cultura Cidade do Recife, da Secretaria de Cultura e da Prefeitura do Recife, da Uninassau e do Banco do Nordeste. Conta com apoio da Fundarpe, da Secretaria de Cultura e do Governo de Pernambuco, da Funarte, por meio do Programa Ibermúsicas, e do Consulado Geral da Alemanha no Recife. O festival é filiado à Abrafin e à Adimi. A realização é da Rec-Beat Produções, Leão Produções, Ministério da Cultura e Governo Federal, via Lei de Incentivo à Cultura.

Serviço
Festival Rec-Beat 2026 – 30 anos
14 a 17 de fevereiro, a partir das 19h
Cais da Alfândega, Bairro do Recife
Gratuito

Siga @recbeatfestival e @moritzfestival nas redes sociais

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