Monica Casagrande mergulha no pop contemporâneo em “Por Supuesto”

 Monica Casagrande mergulha no pop contemporâneo em “Por Supuesto”

Foto: Stephanie Veronezzi

Terceiro lançamento do projeto Corpo Coral traz releitura elegante e minimalista do sucesso de Marina Sena, em um ritual de poder e feminilidade

A cantora e compositora paulista Monica Casagrande apresenta sua versão de “Por Supuesto”, sucesso de Marina Sena, em um dos momentos mais sensuais e afirmativos de seu projeto Corpo Coral – uma série de canções em que ela habita a pele de outras mulheres para revelar novas camadas de si mesma.
Nesta faixa, Monica assume a fase do “poder sensual”: o desejo como escolha, não como dependência. Minimalista, elegante e envolvente, “Por Supuesto” celebra a mulher em pleno domínio de si, que conduz o jogo da sedução com autoconfiança e leveza.

“Depois de quatro projetos autorais, agora estou experimentando novas vozes, mas sem deixar de criar. Corpo Coral é uma expansão, um gesto de reconhecimento. É sobre trocar de pele – vestir as vozes que me inspiram para continuar me transformando”, explica Monica.
“Por Supuesto me permitiu explorar o desejo com mais leveza, mas também com mais poder. É a mesma verdade, dita com outra voz.”

Com produção musical de Alexandre Elias, a faixa combina beat hipnótico, baixo grave e synths atmosféricos, deixando espaço para a voz soar próxima, quase sussurrada – uma assinatura de Monica que traduz intimidade e força. O resultado é uma paisagem sonora que flutua entre o pop contemporâneo, a bossa nova e o jazz, atravessada por influências de Sade, The XX e James Blake.

O videoclipe, dirigido por Di Tateishi e Nora Jasmin, traduz visualmente essa energia. Inspirado na performance de Liza Minnelli em “Mein Herr”, o vídeo coloca Monica no centro da cena – entre bailarinas, cadeiras e velas – em um ritual onde o olhar e o corpo expressam controle, desejo e liberdade.

“Por Supuesto” é o terceiro lançamento de Corpo Coral, projeto que será revelado faixa a faixa até março de 2026. Cada música representa um ciclo da jornada feminina – como as trocas de pele da serpente Coral, símbolo do crescimento e da renovação.

Reconhecida por unir jazz, MPB e soul em narrativas sensoriais e poéticas, Monica Casagrande lançou os álbuns Cárcere do Carcará (2019), Encruza Miramar (2022), Saudades Tropicais (2024) e Maré Bruta (2025). Agora, com Corpo Coral, ela amplia seu território criativo: não apenas como intérprete, mas como artista em metamorfose contínua.

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