A escritora e professora Kátia Galdi participa, neste sábado (11), da 15ª Bienal Internacional do Livro de Pernambuco. Às 14h, ela ministra a palestra “A importância da literatura e das imagens no processo de educação”, no estande do Espaço Leia Mais. Além disso, também apresenta os livros “Era uma vez um Truão” e “Educação e Saúde um diálogo possível: o desenho de formas como contribuição da Pedagogia Waldorf” – ambos de sua autoria.
Galdi sempre encontrou na imaginação o fio condutor de sua trajetória. “Desde criança, sou fascinada por desenhos e imagens”, conta. O gosto pelas formas e pelas palavras se transformou cedo em desejo de criar: “Cresci com o sonho de ser escritora e professora. Adorava imagens e histórias. Descobri uma maneira de expressar minha imaginação.”
Na juventude, começou a escrever poemas, roteiros e contos. Mais tarde, o encontro com a Pedagogia Waldorf consolidou sua vocação. “Ela humaniza a arte”, explica. “Foi quando percebi que podia unir educação e criação literária.”
As experiências de peregrinação por Santiago de Compostela, Assis e Israel ampliaram sua sensibilidade poética. “Essas viagens aguçaram minha inspiração”, afirma. Hoje, Kátia dedica-se a compartilhar o que aprendeu em cursos, workshops e conferências, explorando temas ligados ao desenvolvimento humano, interculturalidade e arte. “Observar trajetórias e expressões culturais é, para mim, uma forma de compreender a beleza e a complexidade do ser humano.”
O livro “Educação e Saúde: um diálogo possível — o Desenho de Formas como contribuição da Pedagogia Waldorf”, de Kátia Galdi, aborda a necessidade de reaproximar dois campos essenciais da vida humana: a educação e a saúde. Em uma era digital marcada pelo sedentarismo e pela falta de contato com o corpo em movimento, a autora propõe uma reflexão sobre o papel do movimento no desenvolvimento integral das crianças.
A obra nasce de uma investigação acadêmica que analisa o Desenho de Formas, prática pedagógica característica das escolas Waldorf, e o compara com abordagens não Waldorf, mostrando como essa atividade artística e corporal contribui para o processo de aprendizagem.
Por meio da observação de crianças entre 7 e 11 anos, que traçaram linhas retas e curvas em diferentes etapas do aprendizado — primeiro como preparo para a escrita e depois como introdução à geometria —, o estudo revela ganhos significativos em equilíbrio, postura, concentração e respiração. A autora defende que o movimento é parte essencial da educação e convida o leitor a refletir sobre sua importância renovada no contexto pós-pandemia, quando o isolamento e a imobilidade evidenciaram a urgência de práticas pedagógicas mais integradas e humanizadas.
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