O crítico de cinema Dalenogare promove, em vídeo publicado no seu canal no YouTube, uma uma discussão complementar sobre “Oppenheimer”, o filme dirigido e escrito por Christopher Nolan. A obra é uma adaptação do livro “Oppenheimer: O triunfo e a tragédia do Prometeu Americano” de Kai Bird e Martin J. Sherwin.
Sobre o livro, Dalenogare explica que ele é dividido em cinco partes e apresenta muitos detalhes sobre a vida de Oppenheimer, desde sua família até sua carreira acadêmica. “No entanto, no processo de adaptação, Nolan optou por focar principalmente na parte do projeto Manhattan, deixando de lado a importância da família de Oppenheimer e seu relacionamento com seu irmão Frank. Essa é uma escolha compreensível, considerando a complexidade da vida de Oppenheimer e o tempo limitado de um filme. Para quem deseja saber mais sobre esses aspectos, o livro é uma excelente fonte complementar”, diz.
Sobre episódios do filme
O primeiro é o caso da maçã envenenada, que não aconteceu na vida real. “Foi uma situação em que Oppenheimer deixou uma maçã envenenada na mesa de seu professor, mas no filme, essa ação é atribuída a uma personagem fictícia chamada Bora. Outro episódio abordado é a importância da figura de Oppenheimer para a esquerda política nos anos 1930. No entanto, o filme não explora muito essa questão, o que é uma pena, pois Oppenheimer teve uma grande influência nesse aspecto”.
Uma das principais polêmicas em relação a Oppenheimer é se ele era ou não comunista. No filme, essa questão é bastante presente, mas na vida real, Oppenheimer não era um membro oficial do Partido Comunista, embora tivesse posições políticas alinhadas com a esquerda. Além disso, o filme retrata de forma correta a preocupação com o avanço da Alemanha nazista no campo nuclear e a possibilidade de explosão da atmosfera com a bomba atômica.
Um aspecto importante que o filme aborda corretamente é a comissão criada para revogar a credencial de segurança de Oppenheimer. Essa comissão tinha como objetivo desacreditá-lo publicamente devido às suas posições políticas e ao fato de ele ser contra o desenvolvimento da bomba de hidrogênio. “No entanto, o filme exagera um pouco ao retratar Oppenheimer como o único culpado, quando na realidade a decisão final não estava em suas mãos, mas sim na do presidente Harry Truman”.
Outra questão controversa é o retrato de Leo Strauss no filme, interpretado por Robert Downey Jr. O filme cria um cenário de traição e desconfiança entre Oppenheimer e Strauss, mas na realidade eles tinham visões políticas opostas desde o início. Strauss era republicano e conservador, enquanto Oppenheimer tinha tendências mais progressistas. O filme também retrata a relação de Oppenheimer com sua esposa de forma um pouco simplista, deixando de lado sua importância política.
Por fim, para Dalenogare, no geral o filme de Nolan consegue abordar muitos aspectos importantes da vida de Oppenheimer, mas também faz escolhas narrativas que podem ser questionáveis. “É importante lembrar que o filme é uma obra de ficção baseada em fatos, e que o livro ‘Oppenheimer: O triunfo e a tragédia do Prometeu Americano’ é uma ótima fonte para complementar a compreensão da vida desse importante cientista”, conclui.
Assista ao vídeo.
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