Do Brasil a Dubai: Gêmeos do Rap são os primeiros artistas brasileiros a se apresentar no Burj Khalifa

Gêmeos do rap e Siyabulela Mandela, bisneto de Nelson Mandela
Siyabulela Mandela, bisneto de Nelson Mandela, estava presente
P.A & P.H, conhecidos como “Twins of Rap”, se apresentaram em Dubai como convidados musicais do iSuccess Awards, evento internacional de gala que reuniu criadores, empreendedores e representantes da economia criativa no Armani Pavilion, espaço localizado no complexo do Burj Khalifa. O megashow da noite foi produzido pelo diretor e produtor de Hollywood Eduard Irimia.
A participação marca mais um passo na circulação internacional da dupla, que vem construindo, nos últimos anos, uma trajetória fora do circuito tradicional da música brasileira, conectando sua produção autoral a eventos e redes culturais em diferentes territórios. A passagem por Dubai insere o rap brasileiro em um contexto ainda pouco explorado por artistas independentes do país: o circuito de eventos e encontros internacionais no Oriente Médio.
Além da apresentação, a viagem integrou uma agenda mais ampla de intercâmbios e articulações internacionais do duo, que se prepara para lançar novos trabalhos ao longo de 2026. A proposta musical de P.A & P.H transita entre rap, trap e R&B, com letras que abordam trajetórias periféricas e circulação global de artistas pretos brasileiros.
Para além da atuação artística, P.A & P.H também vêm ampliando sua presença em iniciativas ligadas à economia criativa e a negócios internacionais. Recentemente, os artistas se tornaram sócios-investidores da Montecarlo Telecom, ao lado do empresário Stephen Phillip, movimento que reflete o interesse da dupla em construir pontes entre cultura, empreendedorismo e circulação global.
“A gente vem de um contexto em que a música sempre foi ferramenta de atravessamento social. Estar em Dubai é sobre ocupar espaços onde a arte brasileira ainda circula pouco”, afirmam os artistas.
No repertório apresentado em Dubai, a dupla incluiu “Levante os Punhos”, faixa marcada por um discurso de enfrentamento ao racismo e afirmação de identidades negras. A performance contou ainda com a participação especial do artista Ramy, do Congo, reforçando o caráter internacional e multicultural do encontro no palco.
“Pra gente, é muito simbólico poder dizer que somos os primeiros artistas brasileiros a cantar no Burj Khalifa, o prédio mais alto do mundo. É sobre corpos pretos ocupando um dos símbolos máximos do poder global e reescrevendo imaginários sobre quem pode estar nesses lugares”, dizem.
