A dupla Shevchenko e Elloco. Foto: Divulgação
Por Chiquinho Fernandes
chiquinho.tec.audio@gmail.com
Se destacando no cenário musical brasileiro “meiostream” (algo entre as bandas independente e o top10) nos anos 1990 devido ao manguebit, Recife volta a ter visibilidade na música nacional atual com o brega funk.
Se no movimento popularizado por Chico Sciense misturava-se cultura popular regional como o maracatu de baque solto (rural) e do baque virado (nação), frevo, ciranda e coco com elementos da música internacional como o rock, reggae, rap, funk e eletrônica, o efervescente brega funk mistura o brega clássico local com pitadas do tecnobrega paraense, funk da baixada santista e carioca, reggae, reggaeton, cumbia “villera”, rap, trap, pop mundial e eletrônica.
Instrumentos como a alfaia e o pandeiro dão lugar ao computador e a controladora MIDI (“computadores fazem arte/artistas fazem dinheiro”, como canta Fred Zeroquatro), antenada à música eletrônica global periférica pós-popularização da internet.
Assim como no rap, MCs retratam os sonhos (castelos), os bailes, comando da dança, sexo e o dia a dia dentro das comunidades como seus porta-vozes.
Se um dia as comunidades da região metropolitana guerreavam entre si, o brega funk as uniu: moradores se sentem representados por seus MCs e grupos de dançarinos exibindo orgulhosamente nas suas vestes o nome dos seus bairros em disputas pacíficas de passinhos (coreografia) pela cidade.
Majoritariamente formado por homens no começo, o brega funk tornou-se febre no carnaval brasileiro de 2018 graças a MC Loma – uma garota de 15 anos – com duas amigas vizinhas (As Gêmeas Lacração) que viralizaram o vídeo caseiro despretensioso de “Envolvimento”, dando visibilidade também para outras MCs como Paulinha Xcamosa, Rayssa Dias, Alcione e a travesti Bianka Nicole, trazendo temas como o protagonismo das mulheres, empoderamento feminino e LGBTQIA+.
Com um vocabulário assimilado facilmente por moradores da periferia, mensagens de conscientização social e autoestima também são passados através do ritmo, de campanhas institucionais (prevenção contra o covid-19, causa LGBTQIA+) e governamentais (campanha contra o assédio no carnaval) a letras de protestos (resistência, censura, protagonismo, empoderamento, luta de classes)
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O mangue beat tinha grande qualidade estética isdo que é exsltado no artigo é puro lixo na realidade só fsla de sexo e esses MCs são gente da pior espécie que em suas músucas só vê as mulhres como objeto sexual. Moro no suburbio e vejo que esse barulho nojento que chamam de música só é ouvida por jovens que não querem nada com a vida, que não estudam tem pouco vicsbulário dado a quantidade de palavrões que ouvem e tem como exemplo esses seres bizarros autoploclamados MCs. Sua matéria é horrivel por apoiar coisa tão medonha e pior cimparar com mamguebeat.