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As chances de “Ainda estou aqui” no Oscar é tema do programa InterD
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Júlio Cavani. Foto: Hannah Carvalho
Júlio Cavani destaca a relevância do filme “Ainda estou aqui” para o cinema brasileiro, ressaltando sua produção nacional e o impacto que pode gerar no interesse por outras produções do país
Por AD Luna
Na edição #56 do programa InterD – ciência e cultura, veiculado na Universitária FM e nas plataformas digitais, converso com Júlio Cavani sobre as chances do filme “Ainda estou aqui” no Oscar 2025. O longa brasileiro, dirigido por Walter Salles e estrelado por Fernanda Torres e Fernanda Montenegro, foi indicado em três categorias: Melhor Filme, Melhor Atriz e Melhor Filme Internacional. Baseado na autobiografia de Marcelo Rubens Paiva, a obra tem se destacado no cenário cinematográfico, consolidando o impacto do cinema nacional.
Cavani destaca a relevância do filme “Ainda estou aqui” para o cinema brasileiro, ressaltando sua produção nacional e o impacto que pode gerar no interesse por outras produções do país. Ele enfatiza o sucesso do filme em bilheteria e premiações, evidenciando sua importância econômica, social e política, especialmente no contexto atual do Brasil.
Na disputa pelo Oscar, Cavani analisa os concorrentes em diversas categorias. Ele argumenta que “Ainda estou aqui” tem chances de se destacar na categoria de Melhor Filme Internacional, devido à sua abordagem mais sutil e eficiente de temas políticos em comparação com os outros indicados. Além disso, avalia a categoria de Melhor Atriz, onde Fernanda Torres concorre contra Demi Moore, destacando o peso da interpretação da atriz brasileira para o filme.
Por fim, ele menciona os desafios da premiação, apontando que o Oscar nem sempre escolhe o “melhor filme” e que fatores como a recepção do público e a comparação com os concorrentes podem favorecer “Ainda estou aqui”. Cavani mantém um tom otimista sobre as chances do filme no prêmio.
Confira trechos da entrevista.
INTERD – Qual a importância para o cinema nacional das indicações ao Oscar recebidas por “Ainda estou aqui”?
Mesmo que o Oscar seja sempre questionado, problematizado, criticado e mesmo que ele não represente necessariamente o melhor cinema produzido no mundo, não dá para negar que é o prêmio mais popular, o mais conhecido, o mais concorrido, o que alcança mais gente. Não é um prêmio que fica meio restrito aos circuitos de cinéfilos ou de festivais ou de críticos. Ele não está só naquele meio artístico. Ele realmente consegue transcender essa bolha e chegar em um número muito grande de pessoas.
É muito importante que o Brasil consiga alcançar isso. Não só o Brasil, mas outros países também, para a gente entender o cinema como uma arte realmente universal, como um fórum onde diferentes culturas vão se encontrar e vão se comunicar entre si com histórias locais que podem gerar identificação em pessoas de qualquer lugar do mundo.
INTERD – “Ainda estou aqui” conseguiu, desde suas primeiras semanas de exibição no Brasil, levar multidões ao cinema. Na sua visão, que fatores contribuíram para o filme conquistar o público?
“Ainda estou aqui” é um filme realmente brasileiro, essencialmente brasileiro. A equipe é predominantemente formada por produtores, atores, técnicos, autores que trabalham no Brasil, que fazem cinema no Brasil. Então, todo mundo que vê esse filme, que confirma a qualidade do filme, vai deduzir que tem outros filmes sendo feitos no Brasil com a mesma qualidade. Afinal, são os mesmos técnicos, são os mesmos artistas que estão trabalhando em “Ainda estou aqui” e também estão trabalhando em outros filmes.
Então, acredito que o filme realmente vai despertar um interesse maior por outros filmes do cinema brasileiro. O sucesso dele de bilheteria, de premiações, de repercussão também confirma, reafirma a importância econômica e social da cultura, especificamente do cinema, que gera empregos, gera impostos e realmente movimenta a economia.
É algo que beneficia a todos, além, é claro, de trazer reflexões políticas, de gerar identificação e de emocionar as pessoas, além de gerar entretenimento, uma forma de entretenimento mais crítica e mais construtiva.
OUÇA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA
Ouça “”Ainda estou aqui” e as chances de vitória no Oscar, com Júlio Cavani – #56″ no Spreaker.
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