Ciência e saúde

Admitir estar errado é doloroso e difícil

Por que é difícil convencer outras pessoas de que elas estão erradas, mesmo diante de evidências gritantes?

Entrevistado no programa InterD – música e conhecimento, o biólogo e professor da UFPE Wendel Pontes aborda a questão recorrendo ao neurologista Robert Burton, autor do livro “Sobre ter certeza – como a neurociência explica a convicção”. Nele, Burton aponta que a sensação de ter certeza, de estar certo, é emocionalmente tão intensa que acaba por nublar a percepção racional de enxergar as coisas como elas realmente são.

É preciso muita autocrítica e muito exercício para você admitir que está errado, de acordo com Pontes. Pois estamos emocionalmente apegados ao que acreditamos.

Por outro lado, também sentimos grande prazer ao apontar os erros de outras pessoas. Segundo o entomologista, usar o raciocínio ou argumentos bem embasados pode não funcionar quando queremos convencer alguém, pois os sistemas cerebrais alimentados pelas sensações de certeza são de cunho emocional.

“Como cientistas, tentamos nos disciplinar para que a gente não se apaixone pelas nossas ideias, hipóteses, e fiquemos abertos para mudar de opinião diante de qualquer outra informação que – bem feita, bem trabalhada – nos dê elementos para ficar em dúvida Essa é a essência do pensamento cético”, explica Wendel Pontes.

Confira a matéria completa: Pensamento científico é questão de utilidade pública, defende professor da UFPE

Sugestão de leitura e compra

Sobre ter Certeza: Como a Neurociência Explica a Convicção, por Robert A. Burton

Em Sobre ter certeza, o neurologista Robert A. Burton desafia as noções de como pensamos sobre o que sabemos. Ele mostra que o sentimento de certeza que temos quando nós “sabemos” alguma coisa vem de fontes que estão além do nosso controle e conhecimento. De fato, em vez de uma evidência ou fato, a certeza é uma sensação mental.

Como esse “sentimento de saber” parece uma confirmação de conhecimento, nós tendemos a pensar nisso como um produto da razão. Mas um número cada vez maior de provas sugere que sentimentos como a certeza derivam de áreas primitivas do cérebro e são independentes de reflexão e raciocínio ativos e conscientes. O sentimento de certeza nos ocorre naturalmente, não é possível forçá-lo.

Reunindo a neurociência de ponta, dados experimentais e anedotas, Robert Burton explora o inconsciente e às vezes o relacionamento paradoxal entre os nossos pensamentos e o que realmente sabemos.

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