Sociedade

ABI convoca para ato contra a barbárie e o racismo

ABI convoca para ato contra a barbárie e o racismo. A manifestação vai ocorrer no próximo sábado (5), a partir das 10h, em frente ao quiosque Tropicália, no Posto 8 da Praia da Barra- RJ, local em que o crime foi cometido

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) é uma das organizadoras do ato em memória do imigrante congolês Moïse Kabagambe, de 24 anos, brutalmente assassinado, e convoca jornalistas e toda a população para que estejam presentes, manifestando o repúdio a esse ato bárbaro.

A manifestação vai ocorrer no próximo sábado (5), a partir das 10h, em frente ao quiosque Tropicália, no Posto 8 da Praia da Barra- RJ, local em que o crime foi cometido.

ABI convoca para ato contra a barbárie e o racismo que tem como objetivo deter a onda de barbárie que cresce no país, estimulada por declarações do presidente Jair Bolsonaro, um defensor explícito da tortura contra seres humanos.

Crimes como o que vitimou Moïse não podem passar em branco. Têm que ser denunciados de forma que a sociedade possa deter a ascensão do fascismo e para que se dê um combate sem tréguas ao racismo. Por outro lado, é preciso que sejam apurados com rigor e seus autores, punidos na forma da lei.

A manifestação vai ocorrer no próximo sábado (5), a partir das 10h, em frente ao quiosque Tropicália, no Posto 8 da Praia da Barra- RJ, local em que o crime foi cometido

O ato é apoiado por entidades como: Associação Brasileira de Imprensa, Advocacia Decolonial, Advocacia Preta Carioca, Afoxé Filhas de Gandhy RJ, Afrikanos no Mundo, Afronte! Negro (RJ), AMEINU Brasil – Diversidade Religiosa, Cidadania e Direitos Humanos, Anistia Internacional Brasil, Associação Afro Inter Connections, Coletivo Estrela – Portugal, ECOWAS Brazil Chamber of Commerce, Instituto Niemeyer, entre outros.

Entenda o caso- O congolês Moïse Kabagambe, de 24 anos, foi morto na segunda-feira (24) no Rio. Ele trabalhava por diárias em um quiosque na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade. Moïse foi vítima de uma sequência de agressões após ter cobrado dois dias de pagamento atrasado. Seu corpo foi achado amarrado em uma escada.

Imagens de câmeras de segurança mostra uma briga entre o congolês e outros homens que estavam no quiosque. De acordo com os registros, as agressões começaram depois de uma discussão entre um homem que segura um pedaço de pau e o congolês, que mexe em objetos do quiosque como uma cadeira, um refrigerador e um cabo de vassoura.

Depois que Moïse solta os objetos, se aproximam mais dois homens. Na sequência começa a sessão de agressões. Em vários momentos é possível ver que o congolês não oferecia resistência enquanto levava golpes com um pedaço de madeira. Testemunhas disseram que Moïse apanhou de 5 homens e confirmaram que os agressores usaram pedaços de madeira e um taco de beisebol.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) indica que a causa da morte foi traumatismo do tórax, com contusão pulmonar, causada por ação contundente. O documento diz ainda que os pulmões de Moíse tinham áreas hemorrágicas de contusão e também vestígios de broncoaspiração de sangue.

Três homens foram presos pela morte de Moíse na terça-feira (1). Eles deverão responder por homicídio duplamente qualificado — com impossibilidade de defesa e uso de meio cruel. O processo corre em sigilo.

Nesta quarta-feira (2), a juíza Isabel Teresa Pinto Coelho Diniz, do Plantão Judiciário da capital, decretou a prisão temporária do trio, a pedido do Ministério Público.

  • Fábio Pirineus da Silva, o Belo, que segundo a polícia, confessou que deu pauladas no congolês. Ele estava escondido na casa de parentes em Paciência, na Zona Oeste;
  • Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, o Dezenove, que admitiu ter participado das agressões, mas disse que “ninguém queria tirar a vida dele”. Ele se apresentou à polícia na 34ª DP e depois foi levado para a DH;
  • Brendon Alexander Luz da Silva, o Tota, que segundo a polícia aparece no registro das agressões imobilizando Moïse no chão.

Da assessoria

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