Eloy Casagrande rejeita família Bolsonaro; Leo Ronki analisa relação com a memória da pandemia

O comunicador Leo Ronki comenta posicionamento do baterista
Influenciador destaca que o baterista perdeu um tio por covid-19 e distingue oposição ao bolsonarismo de apoio irrestrito ao governo Lula
O baterista Eloy Casagrande, integrante do Slipknot e ex-Sepultura, publicou nas redes sociais um posicionamento contrário à família Bolsonaro. Após compartilhar um vídeo com declarações de Jair Bolsonaro durante a pandemia de covid-19, o músico defendeu o respeito à população como critério para a escolha política e afirmou: “Família Bolsonaro, nunca mais”. A manifestação foi divulgada nesta terça-feira (13).
Em sua publicação, Eloy expressou descrença na existência de políticos absolutamente imunes à corrupção, mas ressaltou que há diferentes níveis de desonestidade e de desprezo pela coisa pública. Diante disso, defendeu a escolha de alguém que governe para todos e preserve princípios de convivência, decência e respeito ao próximo.
Ao comentar o posicionamento em vídeo, o comunicador Leo Ronki argumenta que a manifestação não deve ser interpretada como uma aprovação de todas as ações do governo Lula. Para ele, reconhecer as limitações da gestão e cobrar mudanças é compatível com rejeitar uma candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.
Na avaliação de Ronki, o ponto central é compreender os riscos políticos que ele associa à continuidade do bolsonarismo. O influenciador sustenta que a candidatura de Flávio precisa ser analisada à luz da trajetória política de Jair Bolsonaro e das relações construídas em torno do ex-presidente.
Ronki também chama atenção para uma experiência pessoal do baterista: a morte de um tio por covid-19, em março de 2021. O vídeo recupera uma publicação daquela época, quando Eloy ainda integrava o Sepultura, em que o músico homenageou o familiar, descreveu o vazio provocado pela perda e criticou a redução das vítimas a números.
Para o influenciador, esse episódio ajuda a compreender o peso das declarações de uma autoridade pública para quem perdeu alguém durante a crise sanitária. Ele avalia que minimizar a doença ou demonstrar indiferença às mortes pode acrescentar sofrimento ao luto, ao transmitir a sensação de que a perda de uma família não merece respeito.
A análise de Ronki relaciona, assim, o posicionamento de Eloy à memória da pandemia e à responsabilidade de governantes diante do sofrimento da população.
ACESSE TAMBÉM
Eloy Casagrande está fora do Sepultura; banda anuncia substituto
