“Noites Analógicas” reúne Totonho e os Cabra, Anjo Gabriel, Abulidu, Buguinha Dub e mais

 “Noites Analógicas” reúne Totonho e os Cabra, Anjo Gabriel, Abulidu, Buguinha Dub e mais

Totonho. Andréa Gisele (foto)

Encontro independente e coletivo reúne apresentações ao vivo no Brilho Cultural, dia 10/07 (sexta-feira), às 21h, com as atrações Totonho e os Cabra (PB), bandas Anjo Gabriel (PE) e Abulidu (PE), além de Buguinha Dub (PE) convidando Erica Natuza (PE) e Ras Maikoll (PE) 

A Rede Lula Córtex (PE) e a gravadora Rozenbeat (PE) realizam a celebração “Noites Analógicas” (1ª edição), com shows ao vivo de grupos e artistas autorais, além de lançamentos e vendas de discos de vinil, nesta sexta-feira (10 de julho), às 21h, no Brilho Cultural (centro do Recife – rua Ulhôa Cintra, nº 122, bairro Santo Antônio). A realização e a produção são independentes e coletivas. A programação artístico-cultural reúne apresentações musicais de Totonho e os Cabra (PB), banda Anjo Gabriel (PE), banda Abulidu (PE) e Buguinha Dub (PE), que convida a cantora e compositora Erica Natuza (PE) e o cantor Ras Maikoll (PE), do Reggae pelo Reggae (RpR).

Além de todas essas atrações, a equipe do Nagulha.Lab. (PE) liga a “Rádio Nagulha” durante o encontro com uma discotecagem de discos em vinil. Os ingressos para “Noites Analógicas” estão à venda na internet por R$ 30 + taxas (meia-entrada) e R$ 60 + taxas (inteira) (confira: https://encurtador.com.br/MfZG). Vale dizer que a Rede Lula Córtex é liderada por Nemo Côrtes, produtor do Festival Lula Côrtes, enquanto a Rozenbeat — primeira gravadora cooperativa do Brasil com foco na produção fonográfica analógica — tem à frente o radialista e músico Marco da Lata, que também é cantor e compositor da banda Anjo Gabriel.

“Em ‘Noites Analógicas’, a celebração é a energia sonora pura, a partir de um sistema de som com propagação 100% analógica e monofônica, no qual o áudio mono usa apenas um canal de sinal, além da discotecagem 100% em vinil. Válvulas e fitas se juntam a transistores e resistores, numa resistência-resiliência que foge ao mais do mesmo dos algoritmos digitais”, destaca Marco da Lata.

É importante informar que a parceria entre a Rede Lula Córtex e a gravadora Rozenbeat traz uma promoção exclusiva para quem foi ao Festival Lula Côrtes, realizado no dia 29 de maio deste ano, também no Brilho Cultural. Essas pessoas estão justamente na lista mágica, com ingresso a preço único de R$ 40 (sem taxa), podendo, inclusive, comprar até dois ingressos por e-mail cadastrado. É possível também entrar na lista mágica, com a inscrição pelo email listamagicarozenbeat@gmail.com.

“As quatro apresentações ao vivo e toda a celebração de ‘Noites Analógicas’ são de tirar o fôlego, cair a chapa e derreter a cuca numa libertação emocionante. Assim como a realização, a produção é toda pernambucana”, declara Nemo Côrtes.

Em parceria com “Nagulha.REC” (PE), uma loja de discos de vinil com promoções e lançamentos, a edição de estreia do “Noites Analógicas” está garantida para o público”.

Noites Analógicas apresenta cada atração e participação da programação com a curadoria pensada em conjunto, justamente pela Rede Lula Córtex e a gravadora Rozenbeat, ambas com raízes pernambucanas.

Totonho e os Cabras (PB)

Vencedor do Prêmio da Música Brasileira 2026, conquistado em junho, o artista paraibano volta rapidamente ao Recife, onde se apresentou, acompanhado de banda, no Festival Lula Côrtes, em maio deste ano. Na ocasião, o show foi interrompido já perto do fim porque ele passou mal. Natural de Monteiro/PB, município do interior que fica no Cariri paraibano (Sertão), Totonho e os Cabras vem com a banda para “Noites Analógicas” apresentar na íntegra o álbum “Aí Dentu: Funk de Embolada e Hip Hop do Mato”, justamente a obra que ganhou o prêmio nacional na categoria “Melhor Lançamento de Funk”.

Este ano, Carlos Antonio Bezerra da Silva, conhecido artisticamente por Totonho e os Cabra, completa 62 anos de idade. Atualmente, a banda que acompanha o artista, que nasceu em 1964, é formada por Chico Limeira (contrabaixo), Ernani Sá (guitarra) e Nildo Gonzalez (bateria), todos musicistas da Paraíba. No “Aí Dentu: Funk de Embolada e Hip Hop do Mato”, lançado 20 anos depois da primeira obra do artista, une o coco de embolada, com origem na região Nordeste, o funk brasileiro e o universo do hip hop.

Com esse álbum, são cinco na discografia: “Sabotador de Satélite” (2005), “Coco Ostentação” (2016), “Samba Luzia Gorda” (2018) e “Canções Pra Macho Chorar e Roer Unhas” – Ao Vivo (2023) e “Aí Dentu: Funk de Embolada e Hip Hop do Mato” (2025).

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Anjo Gabriel. Foto Leandro Lima/Divulgação

Anjo Gabriel (PE)

Além de fazer o show de lançamento do seu mais recente disco de vinil, cuja primeira tiragem já se encontra esgotada e cuja nova tiragem está a caminho, a banda Anjo Gabriel (criada em 2005) reproduz músicas de obras raras de artistas de Pernambuco e do Nordeste. Entre elas são interpretadas “Paêbirú – Caminho da Montanha do Sol”, do recifense Lula Côrtes (em memória) e do paraibano Zé Ramalho, e “Flaviola e o Bando do Sol”, do recifense Flaviola (em memória), ambas completaram 50 anos de existência. Os discos representam a “Udigrudi”, cena psicodélica nordestina que surgiu nos estados de Pernambuco e da Paraíba, entre 1968 e 1976, e que até hoje é celebrada.

Com rock psicodélico, progressivo e instrumental, Anjo Gabriel tem em sua formação Marco Da Lata (contrabaixo e voz), Júnior Do Jarro (bateria e voz), Phillippi Oliveira (guitarra e voz) e Diego Drão (teclados e sintetizadores/efeitos), que algumas vezes divide a função com André Sette. O novo álbum leva o nome da banda e será lançado em 2025 pela gravadora Rozenbeat, que, na ocasião, fará sua estreia.

A discografia do grupo reúne três álbuns de estúdio, todos com edições analógicas e digitais: “O Culto Secreto de Anjo Gabriel” (2011), obra lançada em formato de vinil duplo, “Lucifer Rising” (2013) e “Anjo Gabriel” (2025). Com o álbum mais recente — 12 anos após o lançamento do primeiro disco —, o grupo apresentou-se em São Paulo, na Virada Cultural, em maio passado. Em 2025, também com essa obra musical mais nova, fez shows no Sesc 24 de Maio, em São Paulo, e no CaRIOca ProgFestival, no Rio de Janeiro, que, pela primeira vez, teve uma atração da região Nordeste na programação.

Para a apresentação no centro do Recife, a banda convida a cantora Lua Paiva (artista autoral do município do Cabo de Santo Agostinho, Região Metropolitana do Recife), e os percussionistas Arnaldo do Monte e Thulio Xambá, ambos da Abulidu. O poeta e músico Marconi Norado, de Garanhuns/PE (Agreste), também é lembrado pela banda no Brilho Cultural, por meio da releitura de canções de sua autoria (em memória). Ele está na história da psicodelia recifense da década de 1970, junto com a banda Ave Sangria, Flaviola, Zé Ramalho, Lula Côrtes, Lailson, Robertinho de Recife etc.

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Abulidu. Divulgação

Abulidu (PE)

A banda afro-pernambucana toca músicas do álbum “Códigos Periféricos”, além de sons como “Abulidu” e “Fogo Cruzado”. Recentemente, em maio deste ano, fez shows em São Paulo pela primeira vez, nos espaços Centro Cultural Ocupação 9 de Julho, Casa de Francisca (parceria com o Som na Rural, de Pernambuco), ambas as apresentações com a participação da artista indígena e autoral Siba Puri (PE), e Casinha Da Dodô, no município de Piracicaba (interior). Atualmente, sua formação é composta por Hélio Abulidu (cantor e compositor), Thúlio Xambá (percussão, efeitos e voz), Paulinho Folha (violão e voz), RØGÈR (guitarra), Arnaldo do Monte (percussão e efeitos) e Althan Thorpe (contrabaixo), que está no grupo — entrou em novembro de 2025 — substituindo Raphael César.

Formada por Hélio, da comunidade Suvaco da Cobra (Barra de Jangada, no município de Jaboatão dos Guararapes/PE), Abulidu também tem uma indicação ao Prêmio da Música Brasileira 2024, na categoria “Música Urbana” juntamente com Àttooxxá (BA) e Natiruts (DF). A banda, que existe desde 2019, prepara o segundo álbum da sua história, com produção do Casona (no bairro de Candeias, em Jaboatão dos Guarapes).

No Brilho Cultural, o grupo reencontra Buguinha Dub, produtor musical das músicas “Quilombo Urbano” (2021), “Abulidu” (2022) e “Os Boys de Baobá” (2022), do álbum “Códigos Periféricos” (2023) e da canção “Fogo Cruzado” (2025), a mais recente lançada, com participação da Barbarize (PE), além de realizações como técnico de som (P.A) de diversos shows da Abulidu, que inclusive faz uma homenagem a Buguinha no disco com a música “Celebrai”, expressão criada e usada por ele.

Buguinha Dub (PE)

Natural de Olinda e com dois álbuns de carreira solo lançados (“Vitrola Adubada”, de 2019, e “Aduba Duba Dub”, de 2023), o engenheiro de som leva sua “Vitrola Adubada”  — bailão jamaicano analógico — para a celebração, apresentando produções independentes, de bandas e artistas autorais de sua curadoria e fazendo a mixagem ao vivo dos sons.

Ele convida Erica Natuza (PE) e Ras Maikoll (PE) para o baile no Brilho Cultural. Buguinha é referência do universo da música Dub e reconhecido por atuar com artes análogicas, contribuindo diretamente nas obras musicais, canções e técnica de som (PA) de grupos de Pernambuco, como Nação Zumbi, Monjolo, Mundo Livre S/A, Cordel do Fogo Encantado, banda Eddie, Academia da Berlinda, Samba de Coco Raízes de Arcoverde, mestres Assis Calixto e Damião Calixto, N’Zambi, Jéssica Caitano, Abulidu, Barbarize, Eder O Rocha (percussionista do Mestre Ambrósio), Jorge Du Peixe, Mãe Beth de Oxum, Coco dos Pretos, Zeca do Rolete, Maracatu Estrela Brilhante do Recife, Toinho Melodia, Chinaina, Otto, Siba, Lirinha, entre outros e outras.

Além dos trabalhos nacionais ao lado de grupos pernambucanos, Buguinha tem atuações e produções com BaianaSystem (BA), Racionais MC’s (SP) — juntos foram até para o Japão —, Ponto de Equilíbrio (RJ), Planta e Raiz (SP), Natiruts (DF), Black Alien (RJ), Zé Bigode Orquestra (SP), Lucas Santtana (BA), Russo Passapusso (BA), Tiganá Santana (BA), Migga (BA), Elisa Maia (PA), Aíla (PA), Anne Jezini (AM), Flora Matos (DF), Marina Peralta (MS) etc.

Em 2026, ele já soma dois lançamentos com BaianaSystem, conectando relações entre Pernambuco e Bahia, entre o nacional e o mundo. A obra mais recente é “Línguas e Léguas”, trilha sonora original da segunda temporada da série “Cangaço Novo”, composta por quatro músicas.

Na produção musical de “Línguas e Léguas”, Buguinha assina a mixagem. Este ano, também foi lançado o álbum “Mixtape Pirata – Vol. 01” em fevereiro, reunindo oito canções. Em breve, vai estar nas novas obras do grupo baiano. Vale lembrar que BaianaSystem e Buguinha, em 2020, lançaram o álbum “Futuro Dub”, que é a versão adubada pelo pernambucano do disco “O Futuro Não Demora” (2019), de BaianaSystem.

Rádio Nagulha (PE) & Nagulha.REC (PE)

A equipe “Nagulha.Lab” (PE) produz a Rádio Nagulha, com discotecagem 100% em vinil, enquanto a “Nagulha.REC” fica à frente da loja de discos de vinil.

“Noites Analógicas”

Data: 10 de julho de 2026 (sexta-feira)

Local: Brilho Cultural (rua Ulhôa Cintra, nº 122, bairro Santo Antônio, centro do Recife/PE)

Horário: 21h

Atrações: Totonho e os Cabra (PB), banda Anjo Gabriel convida Lua Paiva e percussionistas da Abulidu, banda Abulidu (PE), Buguinha Dub (PE) convida Erica Natuza (PE) e Ras Maikoll (PE), além da equipe do Nagulha.Lab (PE) com discotecagem de vinis.

Loja “Nagulha.REC”: discos de vinil com promoções e lançamentos

Ingressos: à venda na internet (confira – https://encurtador.com.br/MfZG)

É importante informar que a parceria entre a Rede Lula Córtex e a gravadora Rozenbeat traz uma promoção exclusiva para quem foi ao Festival Lula Côrtes, realizado no dia 29 de maio deste ano, também no Brilho Cultural. Essas pessoas estão justamente na lista mágica, com o ingresso a preço único de R$ 40 (sem taxa), podendo inclusive comprar até dois ingressos por e-mail cadastrado. É possível também entrar na lista mágica, com a inscrição pelo email listamagicarozenbeat@gmail.com.

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