Petrolina foi palco do I Seminário Nacional de Inovação Inclusiva

O evento reuniu pessoas e instituições para debater inovação inclusiva, e foi organizado em parceria entre Embrapa, WTT e ONU Mulheres
Nos dias 27 e 28 de agosto, na área física da Embrapa Semiárido, aconteceu o I Seminário Nacional de Inovação Inclusiva, organizado entre Embrapa, World Transforming Technologies – WTT e ONU Mulheres, como parte do Semiárido Show 2025, em Petrolina, PE, evento tradicional que já alcança neste ano a sua 11ª edição.
O seminário contou com a participação de diversos públicos, entre produtores rurais, familiares, representantes de ministérios, instituições públicas e de entidades da sociedade civil. As discussões foram divididas por temáticas complementares e trouxeram vários aspectos da inovação inclusiva, na busca de conciliar conceitos e práticas. Entre os temas debatidos estiveram as abordagens de inovação para transformação dos sistemas agroalimentares, avaliação de nichos de inovação sociotécnica, transição agroecológica, enfoque territorial e gestão estratégica de nichos.
A abertura do Seminário contou com a presença de Ana Euler, Diretora Executiva de Inovação, Negócios e Transferência de Tecnologia da Embrapa, Gaston Kremer, Diretor Executivo da WTT, Larissa Cervi, Gerente de Projetos da ONU Mulheres e Lúcia Kiill, Chefe Geral da Embrapa Semiárido.
Na segunda parte do seminário o público teve acesso a relatos de experiências inovadoras, como os corredores secos em territórios internacionais, experiências relacionadas ao aproveitamento da água, comunidades de quebradeiras de babaçu, entre outras experiências. Nessa fase também foi possível obter informações sobre políticas públicas relacionadas, como a ampliação das ações para mulheres no Plano Safra 2025/2026, políticas de inclusão do BNDES, políticas de inclusão pela Conab e políticas de inovação do MCTI.
A inovação inclusiva e as temáticas que giram em torno dela ou que a complementam são cada vez mais relevantes. Segundo Silvia Massruhá, presidente da Embrapa, áreas como inclusão digital, agroecologia e produtos de base biológica são essenciais para que se avance nas pesquisas, na busca de contribuir com a agregação de valor no sistema de produção para o agricultor. “É importante para a agricultura brasileira e para a agricultura familiar. Precisamos trabalhar de uma forma mais estruturada e sistêmica para ajudar na inclusão socioprodutiva e eu incluo a inclusão digital, para o pequeno e o médio produtor, para gerar inovação”, afirma.
Após a conclusão desta 1ª edição do Seminário, foi discutida a possível realização periódica do evento, fato que comprova a relevância de ações, projetos e parcerias em inovação inclusiva para melhoria da qualidade de vida de agricultores familiares, urbanos e periurbanos, populações tradicionais e povos originários, que nem sempre conseguem acessar e se beneficiar do progresso científico trabalhado e conquistado junto ao saber popular.
Segundo Gaston Kremer, Diretor Executivo da WTT, é importante manter o debate em fóruns como o evento que aconteceu em Petrolina. “A continuidade é um dos elementos-chave para a gente não só transformar como política científica, mas também um elemento de continuidade ativa dessa participação social e dessa construção entre organizações de setores diferentes da sociedade”, disse.
O I Seminário Nacional de Inovação Inclusiva terminou na manhã desta quinta-feira, 28 de agosto, em Petrolina-PE. O evento foi organizado em parceria entre Embrapa, WTT e ONU Mulheres Brasil, fez parte do Semiárido Show 2025, que aconteceu de 26 a 29 de agosto em área física da Embrapa Semiárido.
Sobre a WTT
A WTT (World-Transforming Technologies) é uma organização que tem como objetivo promover transformações políticas e socioambientais por meio de ciência, tecnologia e inovação colaborativa.
