A Comunicação Pública da Ciência foi tema de conferência que integrou a programação a 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, em Brasília, evento retomado após 14 anos. A mediação foi coordenada pelo jornalista Luis Nassif (Jornal GGN) tendo como conferencistas Luiza Massarani (INCTI-CPCT), Sabine Righetti (Unicamp) e Ana Cristina Santos (MCTI). A seguir, alguns dos pontos discutidos.
Com o advento das redes sociais, a comunicação científica enfrenta novos desafios. Informações são disseminadas em bolhas, dificultando o alcance amplo.
A ciência e tecnologia são pilares fundamentais para o desenvolvimento do Brasil. Elas impulsionam a inovação e políticas públicas.
O país enfrenta uma crise institucional, mas a ciência e tecnologia oferecem caminhos para superação e progresso.
Os debatedores, especialistas renomados, compartilharam suas perspectivas e insights sobre a comunicação pública da ciência.
Luiza, do INCTI-CPCT, destacou a importância de entender as siglas e terminologias usadas na ciência.
O Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia (CPCT) oferece definições e recomendações essenciais para a área.
A comunicação pública da ciência é entendida como discursos públicos sobre ciência e tecnologia e seus papéis na sociedade, promovendo diálogos e não apenas transmissão unilateral de informações.
O CPCT propõe várias recomendações baseadas em estudos para melhorar a divulgação científica, integrando prática e pesquisa.
A desinformação é um desafio crescente, especialmente após a pandemia, exigindo novas abordagens.
A desinformação sobre ciência e tecnologia aumentou significativamente, criando desafios para a comunicação científica.
Os observatórios de informação científica são essenciais para monitorar diálogos e propor formas de combater a desinformação.
Fortalecer a divulgação científica no Brasil é crucial para promover o entendimento científico.
É vital desenvolver estratégias para participar das conversas digitais sobre ciência e tecnologia.
É necessário criar novos museus de ciência e garantir a sustentabilidade dos existentes.
Fortalecer iniciativas itinerantes é importante para ampliar o acesso à ciência em todo o país.
A diversidade na mídia é crucial para uma comunicação científica eficaz e inclusiva.
Os cientistas apresentados na mídia são majoritariamente homens brancos. É essencial incluir mais mulheres, negros, indígenas e outras minorias nas reportagens científicas.
Além dos cientistas, é importante trazer a perspectiva dos cidadãos nas reportagens para mostrar a relevância da ciência na sociedade.
As universidades desempenham um papel vital na comunicação científica.
É necessário fortalecer as assessorias de comunicação nas universidades, contratando divulgadores de ciência para promover o diálogo com a sociedade.
Muitos brasileiros não sabem onde a ciência é feita. As universidades devem se tornar mais visíveis como centros de produção científica.
Influenciadores têm um papel significativo na comunicação pública da ciência.
Artistas, esportistas, professores, médicos e profissionais da saúde são influenciadores importantes na disseminação do conhecimento científico.
É crucial capacitar esses influenciadores para que possam contribuir de maneira eficaz na comunicação científica.
A pesquisa em comunicação pública da ciência é fundamental para entender e melhorar a divulgação científica.
O campo de divulgação científica é relativamente novo, com apenas quatro décadas. No Brasil, sua construção é ainda mais recente.
É necessário fortalecer as metodologias e aumentar a diversidade e robustez das pesquisas. Estudos de percepção pública da ciência são essenciais.
A capacitação em comunicação científica é crucial para profissionais de diversas áreas.
Especialistas, cientistas e médicos precisam entender os limites de suas áreas de expertise. Isso evita a disseminação de informações incorretas.
É vital capacitar divulgadores e influenciadores para que possam contribuir de maneira eficaz na comunicação científica.
A comunicação institucional é essencial para o reconhecimento e financiamento da divulgação científica.
Universidades e agências de fomento precisam reconhecer a importância da divulgação científica nos processos avaliativos.
É necessário restabelecer recursos para pesquisa e prática da divulgação científica, como editais específicos e comitês assessores.
A percepção pública da ciência é um tema crucial na comunicação científica. A lacuna entre a produção científica e a compreensão pública é preocupante.
O Brasil é um dos maiores produtores de ciência, mas a maioria da população não conhece cientistas ou instituições de pesquisa. Esse distanciamento é grave.
O Brasil possui baixos níveis de educação científica, evidenciados por avaliações como o Pisa. Isso foi exacerbado durante a pandemia.
A desinformação e o negacionismo científico, que recentemente foram até institucionais, representam sérios riscos para a ciência.
Na era digital, a comunicação científica enfrenta novos e complexos desafios. A presença online é essencial.
Desde 2002, a importância da internet na divulgação científica é reconhecida. Com o tempo, a necessidade de conteúdo qualificado aumentou.
As redes sociais e a mídia são ferramentas poderosas, mas exigem estratégias eficazes para combater a desinformação e o negacionismo.
A divulgação científica deve ser institucionalizada e valorizada nas métricas das instituições. Projetos pequenos não são suficientes.
Para fortalecer a divulgação científica, é necessário implementar várias estratégias e políticas.
A divulgação científica deve ser reconhecida e valorizada nas métricas das instituições, como concursos e progressões de carreira.
Os cientistas precisam ser treinados para se comunicar com a imprensa e o público. As melhores universidades do mundo já fazem isso.
Projetos de divulgação científica necessitam de financiamento próprio e métricas específicas para avaliar sua eficácia.
O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI) é crucial na promoção e divulgação da ciência no Brasil. Ele atua como ponte entre a pesquisa científica e a sociedade.
O MCTI visa produzir conhecimento, gerar riquezas e melhorar a qualidade de vida dos brasileiros. A comunicação eficaz dessas metas é essencial.
A integração entre profissionais de comunicação e cientistas é vital para a divulgação científica.
Profissionais de comunicação devem ser capacitados para entender e divulgar ciência. Sua formação em comunicação é essencial para traduzir conceitos científicos complexos.
Mídias alternativas são essenciais no combate à desinformação científica.
Blogs, rádios comunitárias e redes sociais são ferramentas poderosas para disseminar informações corretas e combater a desinformação.
Veículos tradicionais ainda desempenham um papel crucial na disseminação de informações científicas e no combate ao negacionismo.
Os desafios da comunicação pública da ciência em mídias tradicionais são numerosos e complexos.
Um dos maiores entraves é a precarização das assessorias de comunicação, que não têm estabilidade para formar profissionais adequados. Isso dificulta a divulgação correta de conteúdos científicos.
É essencial fomentar editorias de ciência e tecnologia nos veículos de comunicação pública. A demanda por pautas científicas existe, mas precisa ser melhor explorada.
A educação e formação em comunicação científica são cruciais para melhorar a divulgação científica.
Atualizar os currículos de comunicação é fundamental. A formação em comunicação deve incluir a divulgação científica como um componente essencial.
Além da graduação, é necessário pensar em cursos de formação contínua para preparar melhor os profissionais.
Para avançar na comunicação pública da ciência, é necessário adotar várias medidas estratégicas.
Precisamos desmistificar e ressignificar certos conceitos para intensificar o processo de informação.
A criação de estrutura adequada e a dedicação de tempo são vitais para o sucesso da comunicação pública da ciência.
Para finalizar este debate enriquecedor sobre a comunicação pública da ciência, é importante refletir sobre as contribuições e sugestões apresentadas. A participação ativa dos debatedores e do público demonstrou a relevância do tema e a necessidade de ações concretas.
Gostaríamos de agradecer a todos os participantes, desde os coordenadores e debatedores até o público presente. Suas perguntas e intervenções foram fundamentais para enriquecer a discussão.
Durante o debate, várias sugestões foram levantadas para melhorar a comunicação científica no Brasil. Entre elas, destacam-se:
A divulgação científica precisa ser valorizada e integrada nas políticas públicas. É necessário criar estratégias para tornar a ciência um tema de interesse na mídia e na sociedade.
Além disso, há uma necessidade urgente de combater a desinformação e promover a ciência como parte do cotidiano das pessoas.
Os desafios são muitos, mas as soluções apresentadas durante o evento são promissoras. A criação de campanhas com personalidades de diferentes áreas pode ajudar a popularizar a ciência.
Também é crucial incentivar a produção de conteúdo científico de qualidade nas universidades e outras instituições de pesquisa.
Agradecemos aos patrocinadores e apoiadores que tornaram este evento possível. O apoio institucional é fundamental para a realização de debates como este e para a implementação das propostas discutidas.
Patrocinadores:
Encerramos este evento com a certeza de que a comunicação pública da ciência é um pilar essencial para o desenvolvimento do Brasil. Precisamos continuar a trabalhar juntos para fortalecer essa área e garantir que a ciência seja acessível a todos.
Esperamos que as discussões e propostas apresentadas aqui sejam implementadas nos próximos anos, contribuindo para um Brasil mais justo, sustentável e desenvolvido.
Obrigado a todos e até a próxima!
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